Uma policial morta, quatro feridos, um sindicato se mobilizando para uma série de ações, um governador lamentando e prometendo providências e a população próxima a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) se mobilizando para processar o Estado pelos prejuízos causados, este é o rescaldo de um dia que Alagoas não vai esquecer tão cedo.

A morte de Amélia Dantas causou comoção nos policiais, até mesmos delegados alinhados com o governo do Estado demonstravam revolta com a situação. A delegada Ana Luiza Nogueira era o estado puro da desolação.

Não só o Sindpol, mas até policiais que se mostravam afastados de movimentos como o do sindicato, começaram logo após a confirmação da morte da companheira a se colocar a disposição para fazer protestos e se manifestar contra o Governo.

O Sindpol, por meio de seus representantes, Josimar Melo e Carlos José, chamavam o governo de irresponsável, um deles classificou o governador de canalha. Alguns membros estavam visivelmente emocionados e descontrolados. Amélia Dantas era uma das diretoras do sindicato.

Revolta da População

Junta-se a revolta dos policiais ao da população, principalmente a que mora próximo ao DEIC. Vários grupos começam a se mobilizar para processar o Estado pelos vários danos causados pela explosão.

Tetos caíram, paredes estão rachadas, vidros e lustres de luz simplesmente se espatifaram, artefatos em gesso, vasos, tudo destruído. Alguns estabelecimentos, como uma lanchonete, um salão de beleza e uma loja de Celular estão totalmente destruídos.

Mais do que os prejuízos materiais a população ficou ciente do perigo que corria, ficou ciente que não era a primeira vez que isto acontecia. Nas Redes sociais, nas ruas , em todos os cantos, o clima era de revolta e da certeza, que algo ainda pior poderia ter acontecido.

Vários advogados se manifestaram pedindo uma manifestação pública da OAB – Alagoas, segundo eles ali era local de trabalho deles, e se algum deles estivesse atendendo um cliente na hora poderia ser vitimado pelo acidente. Raimundo palmeira era um dos mais exaltados em seu perfil no facebook, Mas não era o único

Governador


Teotônio Vilela Filho resolveu ir até o local de acidente, conversou com familiares e lamentou a morte da policial Amélia Dantas. O clima entre os familiares é de muita revolta com o governador.

Téo usou as Redes Sociais e concedeu entrevistas e prometeu uma investigação severa. A primeira atitude prática foi o cancelamento de sua agenda para esta sexta-feira.

Entidades policiais de todo o Brasil


Entidades de classe ligadas policiais de todo o Brasil e várias manifestações individuais de policiais ou não nas Redes Sociais se solidarizavam com os familiares de Amélia Dantas, o tom era de severas críticas ao governo alagoano.

Amélia será enterrada hoje às 15 horas, no Cemitério Parque das Flores. Ela era mãe de um casal.