Próximo de completar dois meses, o assassinato do empresário português, Mário José Santos da Silva, 42, ainda segue sem solução. O acusado de ter cometido o crime foi identificado dias após o ocorrido, pela Polícia Civil, mas até hoje não foi preso. Com a identificação, a PC afirmou já está com informações sobre o seu local de trabalho, nome e outros detalhes importantes. 

Durante o processo de investigação foram ouvidas testemunhas, entre elas a esposa do empresário, que estava com ele no dia do crime, e um policial. O motivo para oitiva e a possível ligação do policial com o crime, também não foram explicados. 

Nesta sexta-feira (30), a reportagem do CadaMinuto tentou entrar em contato com o delegado Cícero Lima, titular da Delegacia de Homicídios, mas não obteve êxito. 

O crime
Mário José Santos da Silva, 42, foi assassinado a tiros de pistola no dia 02 de outubro. De acordo com testemunhas, o carro do português, um Pólo, foi atingido por um Pálio Weekend, de cor prata e placa com final 4918 (dados repassados por testemunhas), nas imediações do Conjunto Vila dos Pescadores. Mário pediu que o motorista do Pálio saísse do carro, o que não ocorreu.

Ao parar em um semáforo, quase em frente à sede da Procuradoria Geral do Estado, o português desceu de carro e foi tirar satisfações com o condutor do outro veículo. Sem dar chances de defesa, o motorista do Pálio efetuou dois disparos de pistola 380, que atingiram a vítima. Em seguida, ele ainda passou por cima do empresário com seu carro.

No momento do crime, Mário José da Silva Santos estava acompanhado do enteado e da esposa, com quem estava casado há dois meses. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu a caminho do hospital.