No próximo dia 1º de dezembro, irá completar dois anos da morte do então vereador de Palmeira dos Índios, Manoel Marques Luz, assassinado próximo da sua residência. Até hoje sem solução, o caso revolta e preocupa a família que não tem respostas da polícia.

Segundo a filha do ex-vereador, Leila Marques, a Polícia Civil não mais repassou qualquer informação para a família sobre o andamento do caso. “A última vez que tentamos ter acesso ao processo, fomos proibidos. Na época, o caso estava com o Barenco, e soubemos que ele, assim que se afastou, teria encerrado o inquérito”, disse.

Na época do crime, em 2010, o delegado responsável pelo caso era Silvio Costa, que foi criticado pela família por não solicitar imagens que poderiam esclarecer o caso. Dias após, o vídeo foi apagado, atrapalhando as investigações.

Segundo familiares, o delegado que ajudou nos primeiros dias foi Kelmann Vieira, que na época ajudou nas investigações colhendo depoimentos. Porém, Kelmann não pôde assumir o caso, uma vez que estava cuidando de outro inquérito de repercussão, o assassinato do empresário Jair Gomes de Oliveira, conhecido como Grilo.

Em determinado momento da investigação, o então delegado geral da Polícia Civil em Alagoas, Marcílio Barenco, assumiu o caso. No entanto, em dezembro de 2011, deixou a PC para assumir o cargo vitalício de procurador do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado em Minas Gerais, vaga garantida por meio de concurso público.

Desde então, o caso vem sendo conduzido pelo atual delegado da regional de Palmeira dos Índios, Manoel Wanderley. O CadaMinuto entrou em contato com o delegado, que relatou alguns problemas, uma vez que 200 inquéritos da regional e que provavelmente, o inquérito do assassinato de Manoel Marques Luz deve estar entre eles.

Diante da falta de informações, a filha, representando a família, afirma que é impossível esquecer o crime, mas que não acredita em respostas e a justiça que espera é outra. “Nuca vamos esquecer esse crime que vitimou o meu pai, é impossível. Mas, não acreditamos em respostas imediatas, colocamos nas mãos de Deus e a essa é a justiça que esperamos, a justiça divina”, finalizou.

O CRIME

O ex-vereador Manoel Marques Luz foi executado com cinco tiros, na cabeça, no bairro de São Cristóvão, na cidade de Palmeira dos Índios, no dia 01 de dezembro de 2010. Marques Luz foi morto a cerca de 50 metros de sua residência. Na época, uma das filhas da vítima informou à Polícia que ouviu o barulho de uma moto momentos após o pai sair de casa.

O ex-vereador era tio de Diego Florêncio, também assassinado em Palmeira dos Índios. O jovem foi morto a tiros de pistola em 2007.

Após o crime, a rotina da família mudou de forma radical. A esposa da vítima, Gilda Luz, colocou também que desde que o marido morreu, a sua rotina e das duas filhas do casal mudou. Ela afirmou que além de ter se mudado para a capital alagoana viu a sua vida se desestruturar. “Nós só vamos ter paz e tranquilidade quando a pessoa que fez isso com o meu marido, o pai das minhas filhas, estiver preso e pagar pelo que fez. O nosso sofrimento não tem fim. Vamos cobrar Justiça. Não retomamos a vida, estamos sem rumo. A gente poderia ir atrás disso, mas isso é papel da Polícia”, finalizou.