Depois de meses com números considerados baixos, os assaltos a ônibus na capital alagoana voltaram a crescer com a aproximação do final do ano. Diante do cenário de violência e prejuízos, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro) já acionou o Comando de Policiamento da Capital (CPC) para que novas medidas de segurança sejam tomadas.

Números deixam claro a realidade perigosa que vivem transportadores e passageiros dos coletivos em Maceió. Em menos de um mês, vinte assaltos foram registrados, com pessoas e funcionários das empresas agredidos e muitos prejuízos financeiros, uma vez que além do dinheiro apurado sendo levado, os criminosos ainda danificam os coletivos. Todas essas ocorrências ganharam força com a aproximação do final do ano e o aumento no movimento do comércio em várias áreas da capital.

Segundo o presidente do Sinttro, Écio Ângelo, um ofício será encaminhado para o CPC, solicitando uma reunião que deve definir novas estratégias de parceria entre os transportadores e a Polícia Militar, em prol da segurança de milhares de pessoas que transitam todos os dias na capital alagoana.

“Basicamente vamos rever esse trabalho conjunto. A PM tem trabalhado e ajudado, mas precisamos ver novamente o que é possível fazer para diminuir estes números. É muito difícil acabar com os roubos nos coletivos, mas precisamos coibir que algo pior aconteça”, disse.

Ainda sem ter em mãos o ofício, o comandante do policiamento da capital, Coronel Gilmar Batinga, afirmou que já existe um trabalho de segurança junto aos transportes coletivos, mas que novas medidas só serão divulgadas quando a reunião for realizada. Além disso, apenas a confirmação de mudanças será informada, já que os detalhes serão mantidos em sigilo, apenas entre a polícia, o sindicato e os transportadores.

Atualmente, as ações feitas em parceria entre o sindicato e a PM para evitar os assaltos, são regras básicas como, o motorista do coletivo cortar luz para qualquer viatura ou posto policial e no caso dos militares, realizarem revistas em pontos considerados críticos na capital alagoana.

Ainda sem ter acesso ao ofício solicitado reunião com o CPC, o sindicato deve pedir o reforço no policiamento ostensivo para segurança dos ônibus, realizando revistas periódicas, passando este comunicado para os batalhões espalhados pela cidade.

Écio Ângelo afirmou ainda, que o trabalho do sindicato tem recebido apoio dos empresários, que sofrem com os prejuízos sofridos. “Eles (empresários) estão sempre em contato com o sindicato, buscando soluções para a resolução desses problemas, já que o prejuízo maior é sempre para as empresas”, afirmou.

De acordo com número de sindicatos, vídeos dos circuitos de segurança instalados nos ônibus são enviados constantemente para o CPC. Nesses vídeos, além de tentativas os assaltos são mostrados para que a polícia estude as ações e procure possíveis suspeitos.

Diante das análises, ficou apontado que a empresa mais prejudicada pelos assaltos é a “São Francisco”, que possui vários ônibus que circulam principalmente na parte alta da cidade. Segundo o sindicato, o prejuízo anual da empresa é de R$ 25 mil.

Apesar da dificuldade, o presidente do sindicato clama por responsabilidade de ambas as partes. “Nós precisamos resolver esse problema. Os funcionários mantenham sempre a calma nesse tipo situação e a polícia continue cumprindo o seu papel e haja com rigor. São famílias que estão sendo transportadas e correm riscos diariamente”, finalizou.