O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse no final da manhã da quarta-feira (31) que o Estado pode manter em "isolamento absoluto" os presos capturados nas operações policiais de resposta à onda de assassinatos na capital e região metropolitana.
Alckmin classificou como "crucial" a apreensão de documentos durante a operação "saturação" em Paraisópolis, uma das maiores favelas da capital. "Estas informações são cruciais para trabalhar, enfraquecer ainda mais e colocar na cadeia, se n
Nesta manhã, dois homens suspeitos de terem executado em setembro um policial da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, foram presos na favela São Remo, zona oeste da capital paulista. Dezenas de equipes da PM e da Polícia Civil participaram da operação na região do Butantã, na qual foram localizadas motos, armas e uma refinaria de entorpecentes. Na terça-feira, documentos apreendidos em Paraisópolis continham os nomes de dezenas de policiais que seriam alvo de ataques, além de suas rotinas.
Alckmin classificou as operações, com a apreensão de documentos, encontrados com menores de idade, fazem parte de um "esforço permanente" de combate ao crime, evitando estabelecer uma data para que os ataques, que vitimam especialmente policiais militares, cessem.
As considerações foram feitas durante evento de entrega de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.