O coordenador da Força Nacional, capitão Gondim, ficou surpreso com as denúncias de abuso de autoridade praticado por alguns integrantes de uma guarnição da FN, contra um agente de Polícia da PC alagoana. Por isso, os responsáveis vão ser investigados e foram afastados dos serviços.

Ontem, na sede da Polícia Civil, o delegado-geral da instituição, Paulo Cerqueira, junto com o delegado Carlos Reis, diretor de Policia Judiciária Metropolitana, estiveram reunidos no final da tarde desta quarta-feira (24), com diretores do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) e representantes da Força Nacional (FN) para tratar sobre a denúncia.

Durante toda a reunião se buscou, por meio do diálogo, um entendimento entre as partes em questão, não deixando de se estabelecer medidas para apurar o incidente ocorrido. Entre as medidas adotadas ficou definido, pelo delegado-geral, a abertura de inquérito policial para apurar o caso, que será presidido pelo delegado Leonardo Assunção, da Polícia Civil de Alagoas, designado em caráter especial.

“A reunião foi para buscarmos um entendimento entre as partes envolvidas sem, no entanto, deixar de tomar providências para que o caso seja apurado com rigor, dentro da mais completa legalidade”, disse o delegado-geral Paulo Cerqueira.

O policial civil, que preferiu não se identificar, com medo de represálias denunciou ter sido algemado de forma arbitrária por policiais da Força Nacional em um churrasquinho no bairro do Jacintinho. Antes do ocorrido, o policial se apresentou e entregou a Carteira Funcional, o registro de arma e seus documentos.

Ao questionar o procedimento, os integrantes da FN algemaram o policial, conduzindo-o até a Central de Polícia. Na viatura, eles pressionaram as mãos do policial por cerca de 10 minutos que provocaram hematomas.

O Sindpol foi representado, na reunião da PC, pelo presidente Josimar Melo, o vice Edeilton, e por outros diretores do sindicato. Ontem, a entidade enviou uma nota de repúdio, considerando truculentas as ações protagonizadas pelos militares da Força Nacional. “Eles deram o “azar” de abordarem dessa forma um policial civil, mas, desde 2007 eles cometem esses atos. Podemos citar, por exemplo, o caso do deficiente mental do Pilar”, disse ao CadaMinuto Josimar.

O agente considerado vítima do caso, já fez a denúncia juntamente com a equipe jurídica do Sindpol na OAB.