O PMDB aumentou o número de prefeituras de 19 para 25 e ajudou a eleger mais 60 prefeitos coligados, onde entram todas as siglas, inclusive o PSDB – o que pode parecer incoerência, mas não é. É coisa da política.
Por exemplo: o prefeito tucano de Palmeira dos Índios, James Ribeiro, foi reeleito com o apoio do senador Renan Calheiros.
Mas, os números da eleição de domingo, 7, não deram o desenho do quadro eleitoral de 2014, como se esperava, e isto porque trouxe uma pedra que ninguém sabe como arranjá-la no tabuleiro do xadrez político alagoano.
Trata-se do senador Fernando Collor.
Em 2014 é só uma vaga para o Senado e por ruim que seja o governador, ele tem sempre 25% dos votos por antecipação. Se Collor for tentar a reeleição enfrentando o Téo Vilela já sabe que vai à campanha com aquela desvantagem.
Os números da eleição de domingo passado não deram o desenho de 2014 exatamente porque todos aguardam que Collor se manifeste primeiro – ainda que, às vezes, o Collor tenha duas miras para disfarçar o alvo verdadeiro.
Collor é aliado de Célia Rocha, que é aliada do senador Renan, que é aliado de Luciano Barbosa, que está intrigado com o governador Téo Vilela.
Há no inconsciente popular o conceito escabroso em relação ao “chapão” – que o eleitor confunde com formação de bando. Logo, não é certo que o PMDB repita o erro de se expor nessa vitrine negativa e procure caminho próprio em 2014.
E sendo assim, o melhor é mesmo esperar que o Collor se manifeste primeiro. Mas, sem esquecer que o Collor tem duas miras.