Duas pessoas foram detidas, nas primeiras horas desta quarta-feira (10), durante uma operação policial para tentar localizar Otávio Cardozo Neto, apontado como suspeito no desaparecimento e morte da jovem Bárbara Regina, ocorrido no dia 1º de setembro. A operação aconteceu no município de Murici, numa ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar de Alagoas.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da PC, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco fazendas da área rural do município, onde foram vistoriadas várias casas. A ação foi realizada após denúncias de que Otávio Cardoso Neto estava escondido na região de Murici, onde possui familiares.

No entanto, durante a operação, os policiais não encontraram o acusado, mas chegaram a prender duas pessoas por posse e porte ilegal de arma de fogo. Valter Almeida de Araújo, 26, primo de Otávio Cardoso, foi preso em flagrante e autuado por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi ouvido na sede da Deic, em Maceió e será encaminhado para Murici.

Na operação outro acusado foi preso em flagrante e será autuado por posse ilegal de arma de fogo na delegacia de Capela, em razão de sua prisão ter sido realizada na área de atuação da distrital.

Antônio Nunes esclareceu que a operação foi montada, após informações que denunciavam o esconderijo do acusado do caso Bárbara, na zona rural de Murici. “Desta vez não conseguimos localizar Otávio, cumprimos os cinco mandados de busca e apreensão, nas fazendas da área rural do município e conseguimos prender duas pessoas, com armas ilegais, sendo uma delas, primo de Otávio. As investigações continuam e quem tiver informações sobre a localização do acusado ou esclarecimento do caso, contribuam ligando para o Disque Denúncia no 181”, esclareceu.

Além de Antônio Nunes, delegado da Seção Antissequestro e presidente do inquérito, participam da ação a delegada Ana Luiza Nogueira, diretora da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), que coordenaram equipes de policiais da Deic e Tigre (Tático Integrado de Grupamento de Resgates Especiais), com o apoio do Bope (Batalhão de Operações Especiais). 

Denúncias de truculência

Familiares dos presos estiveram na sede da Deic para acompanhar os procedimentos do flagrante realizados pela polícia. Revoltados, eles denunciaram uma ação truculenta dos policiais que teriam invadido a residência e quebrado vários objetos. 

“Meu filho não é bandido. A polícia deveria estar atrás dos criminosos e a imprensa, realizando a cobertura em relação a eles”, disse o pai de um dos presos.