O Ministério Público de Alagoas, através do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e do Controle Externo da Atividade Policial e Investigações Especiais decidiram instaurar um Procedimento Investigatório Criminal com o objetivo de apurar suposto crime de tortura praticado contra Al-Unser Aylan Silva do Nascimento, torcedor do América de Natal e foi preso sob suspeita de ter assassinado a tiros o jovem Jônatas Daniel dos Santos, após uma partida, em Alagoas, entre o time potiguar e o CRB.
A portaria que instaura a investigação está publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (10) que será feita em conjunto pelas promotoras do órgão Marluce Falcão, Myriã Tavares Pinto Cardoso Ferro e Karla Padilha Marques.
A denúncia dos advogados de defesa de Al-Unser Aylan é que suposto crime de tortura física teria ocorrido no dia 07 de julho de 2012 na Delegacia de Homicídios da Capital, com o objetivo de obter a confissão na autoria do assassinato. As novas seções de torturas físicas e psicológicas prosseguiram na Casa de Custódia da Capital para onde foi levado após o registro do boletim de ocorrência do caso.
As promotoras já fizeram a solicitação, por meio de ofício ao Delegado-Geral da Polícia
Civil, da ficha funcional de todos os Policiais Civis que exerciam suas funções na Delegacia de Homicídios da Capital na época dos fatos, assim como dos delegados de polícia responsáveis pela lavratura do Auto de Prisão em Flagrante e interrogatório do indiciado, assim como dos agentes públicos lotados na Casa de Custódia da Capital, que cumpriram escala de plantão nos dias 07 e 08 de julho de 2012.
As promotoras requisitaram também a íntegra do Inquérito Policial que apurou o homicídio de Jonathas Daniel dos Santos, o Laudo Pericial do Exame de Corpo de Delito ao Instituto Médico Legal (IML) e que sejam realizadas diligências necessárias à comprovação da existência do crime e descortinamento da autoria do delito.
A vítima, Al-Unser Aylan Silva do Nascimento, deverá fazer o reconhecimento das autoridades policiais e dos Policiais Civis apontados como autores das torturas. Já os advogados Hugo Felipe Carvalho Trauzola e Daniel Sampaio Torres, que trabalham na defesa do preso, serão notificados e prestarão depoimento às promotoras.