Como desdobramento da Operação Clone, um grande número de caixas com produtos eletrônicos e eletrodomésticos foi apreendidos no porão de um restaurante japonês, localizado no Barro Duro. A ação do Ministério Público Estadual (MPE) e da Polícia Civil foi concretizada na tarde desta sexta-feira (3), “depois de vários meses de investigação”, comentou o coordenador do Gecoc (Grupo de Combate a Organizações Criminosas do MP), promotor Alfredo Gaspar de Mendonça.
A participação do dono do restaurante na prática de clonagem de cartões “foi confirmada, uma vez que no local encontramos evidências de sua atuação na prática do delito e as maquinetas para a clonagem”, informou Alfredo Gaspar.
Além de diversos objetos foram encontradas também notas fiscais e vários cheques. “O material está sendo investigado. Ainda não podemos afirmar se as firmas responsáveis pelos pagamentos estavam de fato envolvidas no crime”, ressaltou o promotor.
A Operação
A operação Clone foi deflagrada na semana passada. Os golpes contra operadora de cartões de crédito rendiam à quadrilha, em média, a movimentação de cerca de R$ 500 mil por semana. Os números assustam principalmente pelos valores dos produtos apreendidos frutos da ação criminosa. Ao total, onze veículos e dois Jet skis foram apreendidos. Em dinheiro, mais de R$ 38 mil foram encontrados na residência dos acusados, localizadas em Maceió e São Miguel dos Campos.
Em sete meses de atuação em Alagoas, a quadrilha movimentou cerca de R$ 4 milhões. Mas o grupo não agia sozinho, já que contava com a participação de donos de estabelecimentos comerciais, que recebiam ‘comissões’ para liberar o esquema. Alguns funcionários de postos de combustíveis também tinham envolvimento subornos para a instalação do vírus nos computadores.
