O bicheiro Carlos Cachoeira chegou algemado à audiência do processo da Operação Saint-Michel, realizada em abril pela Polícia Civil do Distrito Federal. No entanto, a juíza Ana Cláudia de Oliveira Barreto determinou que as algemas fossem retiradas.
Cachoeira é acusado de tentar fraudar a licitação que iria escolher a empresa responsável pela bilhetagem eletrônica do sistema de transporte público de Brasília. Ele e outros setes réus acusados de envolvimento no esquema devem ser ouvidos nesta quarta-feira (1º) no TJDF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal).
Cachoeira deixou o complexo penitenciário da Papuda no início da tarde desta quarta e foi levado ao Tribunal por uma equipe do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) do Ministério da Justiça. Por enquanto ele apenas acompanha o depoimento de testemunhas.
Secretário de Transportes é o primeiro a depor
O primeiro a falar foi o secretário de Transportes do Distrito Federal, José Walter Vasquez. Ele afirmou, em depoimento, que nunca foi apresentado a Cachoeira e que o órgão responsável pela licitação da bilhetagem eletrônica é o DFTrans. O secretário também confirmou que o valor do contrato era de R$ 60 milhões – valor que o grupo de Cachoeira receberia se fraudasse o processo licitatório.
José Walter disse ainda que nunca recebeu nenhuma oferta para cometer irregularidades nas licitações e que se soubesse da intenção do grupo de Cachoeira teria denunciado.
Imprensa não pode acompanhar sessão
A imprensa está impedida de acompanhar a audiência. O TJDF alegou questões de espaço e segurança dentro do plenário. Os jornalistas que foram para o Tribunal fizeram uma última tentativa, apresentando um pedido formal para que a juíza permitisse a entrada da imprensa. Mas ela negou a solicitação, alegando que a sala está lotada.