Os policiais militares investigados pela Corregedoria da PM, acusados de assassinar um rapaz de 18 anos o cantor de funk MC Primo, se apresentaram nesta segunda-feira (2) no sexto batalhão de Santos, no litoral de São Paulo. Eles ficaram presos por dois meses no Presídio da Romão Gomes, na capital. A justiça atendeu ao pedido dos advogados logo após o fim da prisão temporária.

"Uma testemunha apenas diz que viaturas estavam oferecendo condições aos autores que, quero deixar bem claro, não são os meus clientes. Os autores desse crime tinham a cobertura de uma eventual viatura, o que chama a competência para a justiça militar", afirma Marco Antônio Botelho, advogado de defesa.

A defesa de outro PM afirma que ele pediu as férias que estavam atrasadas e que o período de recesso começou nesta segunda-feira (2).

Dois policiais são acusados de matar um jovem de 18 anos e atirar em outro de 30. Uma testemunha protegida declarou à Corregedoria da Polícia Militar que viu o crime e apontou os dois como autores. Um sobrevivente afirmou que não foram os policiais que cometeram o crime. Ela também aponta um terceiro policial como assassino do cantor MC Primo.

Para o delegado João Octávio de Mello, não há prova contra eles e, quem acusou os três, deu endereço errado e sumiu. "Nada nesses dois meses nos leva a apontar que eles são autores de algo. Não apareceu nenhuma testemunha no inquérito policial dizendo que eles são autores ou que estiveram na cena do crime", afirma.