Em entrevista ao blog do jornalista Felipe Patury, do site da revista Época, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) classifica a condenação que o TRE lhe impôs em 2006 como “ridícula”.

Naquele ano, Lessa ficou inelegível porque teria em ato com servidores públicos estaduais “pressionado” funcionários públicos, a maioria comissionados, a votarem em seu candidato à prefeitura de Maceió em 2004, o ex-deputado estadual Alberto Sexta-Feira. Sexta foi derrotado na eleição pelo hoje prefeito Cícero Almeida. A condenação de Lessa se deu por "abuso de poder político".

Ronaldo Lessa ficou inelegível por 3 anos, tendo registro para candidatura liberado pelo TSE em 2010. Hoje, um dos temores do ex-governador é ficar mais uma vez inelegível na eleição para a prefeitura de Maceió de acordo com a Lei Ficha Limpa, já que tramitam na Justiça diversas ações em que ele aparece como réu.

Na eleição de 2010 para o governo de Alagoas, quando concorreu à eleição contra o atual governador Teotonio Vilela Filho, a ameaça da inelegibilidade pela Lei Ficha Limpa também ameaçou a candidatura de Lessa.

Na entrevista, o jornalista pergunta a Ronaldo Lessa: “Em 2010, sua candidatura quase foi barrada por causa da lei Ficha limpa. Pode acontecer novamente neste ano?” O obtendo como resposta do ex-governador a seguinte afirmação: “Espero não ser vítima, como da vez anterior. Usaram uma condenação ridícula do TRE de Alagoas para barrar a minha candidatura, e me perseguiram até o fim. É salutar que a Justiça possa afastar as coisas ruins da política, mas alguns usam esses instrumentos para atingir indevidamente o adversário”.