O delegado Dalmo Lima, do 11º Distrito Policial, acredita que a morte do garoto Josué Silvestre da Silva, de cinco anos, e o atentado sofrido pelo padrasto da criança, Sidney Ferreira da Silva, 23 anos, no dia 06 deste mês, possam ter relação. Ainda sem a elucidação do assassinato, a autoridade policial já solicitou, à justiça, a prorrogação do inquérito por mais 60 dias.
Ele estava na porta da residência de um amigo, quando foi abordado por dois homens que estavam numa moto e efetuaram disparos. Sidney Ferreira foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado. Com o novo crime, a família segue amedrontada.
Segundo Dalmo Lima, após o atentado, o depoimento do padrasto foi colhido informalmente no próprio hospital. “Fui ao HGE e conversei com ele. Acreditamos que haja uma ligação entre os crimes, mas isso também está sendo investigado. O atentado provavelmente ocorreu por conta do tráfico de drogas, assim como acreditamos que tenha acontecido na morte do Josué”, garantiu o delegado em entrevista ao CadaMinuto.
As diligências continuam, mas até o momento não há identificação dos responsáveis pela morte de Josué. A Polícia Civil continua colhendo depoimentos, mas como não houve conclusão, a prorrogação do inquérito foi inevitável. “Por enquanto estamos colhendo informações, ouvindo pessoas. Esperamos chegar aos culpados pela morte do garoto”, colocou Dalmo Lima.
O brutal assassinato de Josué Silvestre chocou a população do bairro do Clima Bom, em Maceió. O garoto, acostumado a pedir esmolas nas proximidades de sua residência, foi visto pela última vez num domingo em frente à igreja do bairro. Apesar das buscas da família, o desaparecimento só teve fim no dia seguinte quando o corpo foi encontrado num terreno baldio por populares.
Josué Silvestre estava parcialmente nu, com a bermuda na altura dos joelhos, o que trouxe indícios de ter sofrido abuso sexual. Por cima das pernas, havia uma pedra praticamente do seu tamanho, objeto que o criminoso usou para matá-lo.
Uma semana após o crime, a polícia recebeu as imagens do circuito de segurança de um terreno da empresa Limpel, localizada nas proximidades de onde o corpo de Josué foi encontrado. O objetivo era ajudar na elucidação do caso, trazendo a imagem do assassino, o que não aconteceu. Na época do crime, o padrasto chegou a ser apontado como responsável pela morte de Josué.
