O delegado João Georgios Vasiliou, do 20º Distrito Policial, na Água Fria, disse nesta quarta-feira (7) que a morte do empresário Jair Marques Pinto, de 49 anos, dentro de um posto de gasolina na Avenida Santa Inês, na Zona Norte de São Paulo, tem características de execução. “Não foi nada roubado e não foi anunciado assalto. A [hipótese] mais forte é de execução, mas não descartamos outras questões”, afirmou ao G1.

A vítima foi baleada depois de parar o automóvel para abastecer, no início da tarde desta quarta. Segundo a polícia, um homem a pé correu em direção ao carro e disparou contra o motorista. Ele foi atingido no rosto, chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital do Mandaqui, na mesma região. O empresário carregava uma pistola na cintura, mas não chegou a usá-la. Ele tinha antecedentes criminais por homicídio e estelionato cometidos em Alagoas, de acordo com o delegado. O suspeito do crime não havia sido identificado até o início da noite desta quarta-feira. 

O gerente do posto de combustíveis contou à polícia que, momentos antes do crime, houve uma discussão entre o motorista de um Palio e o frentista que o atendia, por causa do valor cobrado pelo combustível. O delegado, no entanto, descartou qualquer ligação dessa discussão com o crime – a vítima estava em outro carro. “A questão de o crime ter ocorrido por causa de uma eventual discussão depois de um motorista furar a fila para comprar combustível está descartada”, disse.

Depois de ouvir os tiros, o gerente contou à polícia ter visto o suspeito correndo em direção a uma travessa da avenida, onde subiu em um veículo e fugiu. Ele não conseguiu anotar a placa do carro. Uma parte do posto de combustíveis ficou isolada para a realização da perícia. O caso será encaminhado para investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).