Duas pessoas foram presas, na noite desta terça-feira (06), acusadas de furtar alimentos no armazém do empresário Délio Xavier, que foi arrombado e parte dos produtos saqueados por diversas pessoas. Xavier foi preso ontem durante a Operação Espectro, deflagrada pela Polícia Militar e Ministério Público, que apura o desvio de mais de R$ 300 milhões.

De acordo com o Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), o armazém, localizado na Rua Cirilo de Castro, no bairro da Levada, estava lacrado desde ontem quando aconteceu a operação. A polícia foi informada da ação de populares, por volta da meia-noite, por um vigilante que trabalha nas imediações. Ele viu a movimentação de pessoas no local e acionou a polícia.

No momento do flagrante, a polícia chegou a prender sete pessoas, mas apenas Rogério Francisco da Silva, de 40 anos, e Weverton Demésio da Silva, de 19 anos, foram autuados em flagrante pelo crime de furto e conduzidos à Central de Polícia, no bairro do Prado.

Para evitar novos saques, policiais militares foram deslocados para fazer a segurança do local. O prejuízo com o saque pode chegar a R$ 50 mil. Agentes da Polícia Civil devem ir ao local para realizar os levantamentos do crime. O caso deve ser investigado pelo 1º Distrito Policial.

O empresário Délio Xavier Tavares foi preso, na manhã de ontem, acusado de envolvimento no desvio de mais de 300 milhões de reais da Secretaria de Estado da Defesa Social. Ele foi detido por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em sua casa no bairro da Jatiúca, em Maceió.

Na residência foram encontrados mais de R$ 4 milhões, em cheques, promissórias e dinheiro. Segundo a polícia, Délio Xavier pode estar envolvido com agiotagem e é empresário no ramo alimentício. Ele seria a pessoa responsável pela distribuição dos alimentos às polícias.

Na Central de Polícia, para onde foi levado, o acusado negou participação na fraude e desvios, afirmando que ganhou, há algum tempo, o dinheiro encontrado em sua residência. Questionado pela imprensa o porquê de manter uma quantia alta em casa, Xavier disse que seria por medo da violência. Ele garantiu também que sempre participa de processos licitatórios e que tudo está dentro da legalidade, acrescentando desconhecer o motivo de sua prisão.

Após prestar depoimento, Délio Xavier foi encaminhado à Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho.