A operação Espectro teve o seu ápice na manhã desta terça-feira, no processo de diligências que teve dezessete mandados de prisão e 34 de busca e apreensão deflagrados. Mas, a investigação começou anos antes, mais precisamente em 2010, ainda na gestão de Paulo Rubim como secretário de defesa social.
Rubim que assumiu a Secretaria de Defesa Social em março de 2008, suspeitou dos valores astronômicos apresentados nos processos licitatórios e dos contratos, no qual os valores beiravam os R$ 50 mil.
De acordo com Tatiana Sarmento, coordenadora de Inteligência da Secretaria da Fazenda, desde 2010 o MP investiga esses processos e o momento adequado para a operação seria esse. “O secretário da época, Paulo Rubim ,desconfiou dos valores e levou esses processos para a secretaria da fazenda, que encaminhou para o ministério público, que desde aquela data veio analisando e depois do processo finalizado, a operação pôde ser deflagrada”, disse.
A OPERAÇÃO
Dezessete mandados de prisão e 34 de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, foram cumpridos, numa mega operação deflagrada em conjunto pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público de Alagoas, Coordenadoria de Inteligência Fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda, Polícia Militar, Polícia Civil e Força Nacional.
