O motorista de caminhão e líder comunitário, Leonardo Francisco da Silva, 22, morto a tiros na tarde desta segunda-feira (06) no Conjunto Frei Damião, no Benedito Bentes II, era um dos suspeitos de participar da execução dos jovens José Ricardo da Silva, 24; L.B.S., 14; B.M.S., 15 e D.H.S.G. em agosto de 2010.
Silva foi preso a pedido dos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital, junto com um capitão da PM, o policial militar, Cícero Nascimento, Jaime José de Lima e Eliberto Marcelino da Silva. O militar guardava em sua residência munição de calibre restrito, mas conseguiu provar que o material foi adquirido para instrução de tiro.
Segundo dois ajudantes de Leonardo, que parou para descarregar mercadorias quando foi assassinado, um homem subiu no veículo e atirou no motorista, que mesmo ferido, conseguiu ligar o caminhão, do qual perdeu o controle, batendo em um ônibus. O criminoso voltou e efetuou mais disparos, matando Leonardo.
Dois homens conhecidos como Pelé e Bitinha, que possuíam inimizade com Leonardo, foram apontados por familiares como suspeitos no crime.
A chacina
A chacina do Benedito Bentes segue sem solução. O inquérito foi presidido pelas delegadas Sheila Carvalho e Rebecca Cordeiro. Os corpos dos quatro jovens foram encontrados em uma área verde localizada no Conjunto Cidade Sorriso II, nas imediações do Benedito Bentes. Durante depoimento, familiares das vítimas contaram que as vítimas foram até o local pegar madeira e que não tinham envolvimento com drogas.