Atualizado às 17h09.

O ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), prestou depoimento, na tarde desta segunda-feira (06), na sede da Polícia Federal. Ao fim da oitiva, em conversa com a imprensa, Lessa afirmou que foi indagado sobre três questões, mas apenas conversou com os jornalistas sobre um dos pontos.

De acordo com o ex-governador, ele foi questionado sobre a invasão ao um de seus comitês de campanha, no ano de 2010. “Reforcei à PF que o único interessado nisso é o Teotonio Vilela Filho e pedi que o fato fosse apurado”, afirmou Lessa.

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, Lessa foi atuado por calúnia, crime previsto no artigo 324 do Código Eleitoral.). A autuação se deu pelo fato de Lessa ter atribuído a Teotonio Vilela Filho a autoria da invasão a seu comitê. Como o crime constitui infração penal de menor potencial ofensivo, não houve indiciamento.

A assessoria informou ainda que o ex-governador foi ouvido em outros dois inquéritos, mas detalhes não serão repassados já que as investigações seguem em segredo de Justiça.

A invasão ao comitê

O comitê da Coligação Frente Popular por Alagoas foi arrombado na madrugada do dia 08 de outubro de 2010. As polícias Civil, Militar e Federal estiveram no local para realizar os levantamentos sobre o crime. O escritório fica localizado na Rua Soldado Eduardo dos Santos, no bairro do Poço.

Após arrombarem cadeados, desligarem o sistema de alarme e revirar gavetas e armários, os invasores seguiram diretamente para o Departamento Financeiro, de onde levaram notebooks, documentos diversos, talões de cheque e notas fiscais. A Polícia Militar fez o Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil periciou o local.