Um motorista de uma empresa que presta serviço de limpeza em Uberlândia, conhecido como "Noel", todos os anos faz a alegria dos colegas garis e das crianças no Natal. Durante esta época do ano, Adalberto Brito de Assis, 59 anos, usa a touca que faz parte da fantasia e, no dia 24 de dezembro, se transforma de fato em Papai Noel para entregar balas para as crianças do Bairro Martins.
A barba e os cabelos brancos com o passar do tempo fizeram com que Adalberto Brito ganhasse dos vizinhos e das crianças do bairro em que mora o apelido de “Noel”. “Tudo começou com as crianças que passavam para ir ou voltar da escola, me viam e me chamavam de Papai Noel. E quando eu dirigia o caminhão da empresa pelas ruas onde faço a rota, as crianças ficavam me aguardando para me chamar de Papai Noel. Com isso tive a ideia de, durante o Natal, me vestir e entregar balas para elas, que sempre me esperam. Então o apelido pegou. Na empresa meus colegas garis também me chamam de Noel", contou.
E já são tantos anos sendo considerado como Papai Noel, que até a família já se acostumou, principalmente a esposa Elza Soares. “Desde que o conheci ele já tinha essa barba. Eu respeito o gosto dele, mas às vezes peço ao menos para dar uma aparada no tamanho. Se não, não aguento”, brincou Elza.
“E eu gosto de ser assim. Fico muito feliz quando vejo aquelas crianças me esperando e gritando quando chego com o caminhão. Algumas já me esperam na rua no horário certinho que estou passando. Às vezes até as pessoas mais velhas me perguntam quando irei me vestir de Papai Noel novamente”, comentou Adalberto.
Mas ele não fica só na distribuição de balas durante o horário de trabalho. Em alguns casos o "Noel" também entrega presentes às crianças. No ano passado levou bonecas para algumas meninas do bairro e este ano o presente é para alguém especial. “Tem um garotinho que todo dia ficava me esperando passar com o caminhão e já tem alguns dias que não o vejo mais. Perguntei para a avó dele, e ela me disse que o neto está doente. Então, no dia 24 de dezembro, antes do meu horário de trabalho, irei até a casa dele para levar um brinquedo”, contou.