Em visita à Turquia, a presidente Dilma Rousseff disse que os dois países devem ter mais peso nos organismos que decidem os rumos da economia mundial.
Na capital, Ancara, Dilma prestou homenagem ao maior herói nacional. Mustafa Kemal Atatürk fundou a República turca em 1923.
A presidente Dilma Rousseff foi recebida pelo presidente da Turquia, Abdullah Gul, nesta visita que está sendo considerada importante do ponto de vista estratégico. A Turquia entrou para o time dos dez maiores parceiros econômicos do Brasil e, nos últimos anos, as relações comercias entre os dois países triplicaram. No diálogo do Brasil com os países do Oriente Médio, a Turquia pode se tornar fundamental.
Dilma Rousseff voltou a defender uma solução para a Palestina, também pela paz de Israel. O presidente Gul afirmou que Brasil e Turquia estão em sintonia e se parecem. Uma plateia de empresários turcos e brasileiros assistiu à presidente incentivar o estreitamento de laços entre as duas nações.
Dilma Rousseff convidou os turcos a construir obras para a Copa de 2014. A presidente criticou a política monetária dos países ricos que provoca guerra cambial e prejudica as exportações brasileiras: “Essas políticas monetárias, excessivamente expansionistas, têm sido remédio privilegiado que as economias mais desenvolvidas têm buscado nos últimos tempos, e têm como efeito secundário, como eu disse, a valorização artificial das nossas moedas”, afirmou Dilma.
A presidente propôs que o Brasil e a Turquia aproveitem o encontro do G-20, que reúne as maiores economias do planeta, para aprofundar a reforma nas instituições financeiras internacionais para que haja maior participação dos dois países nas decisões.
Apesar do cancelamento do encontro com o primeiro-ministro Taip Erdogan, que nesta sexta perdeu a mãe, Dilma Rousseff volta ao Brasil com a aliança reforçada com um país muito influente na Europa e no Oriente Médio.