Governadores de Estados mexicanos e americanos da fronteira decidiram na quinta-feira partilhar informações biométricas e de DNA sobre criminosos da região, na esperança de conter o tráfico de armas e drogas entre os dois países.
O acordo, que exigirá avaliações técnicas, foi feito ao final de uma conferência anual de governadores de Estados fronteiriços.
A republicana Susana Martínez, do Novo México, foi a única governadora americana presente. No lado mexicano, participaram três dos seis convidados. O texano Rick Perry, pré-candidato republicano à Casa Branca, não foi ao evento e seu Estado não subscreveu o acordo final.
A violência na região da fronteira disparou nos últimos anos, em meio à "guerra às drogas" declarada desde 2006 pelo governo mexicano, com apoio dos EUA. Os 3.200 km da fronteira EUA-México são assolados por problemas relacionados ao tráfico de armas, drogas e imigrantes clandestinos.
"A esperança é de que cada criminoso condenado (deportado dos EUA) volte com uma informação biométrica que o acompanhe de volta para o México", disse José Osuna, governador de Baja Califórnia.
O presidente mexicano, Felipe Calderón, diz que o consumo desenfreado de drogas nos EUA é parcialmente responsável pela violência no México, que já matou mais de 42 mil pessoas nos últimos cinco anos.
Ele também cita a enxurrada de armas vindas dos EUA, inclusive armamentos pesados que alimentam confrontos entre quadrilhas de traficantes.
O governo dos EUA ainda está às voltas com um escândalo envolvendo uma polêmica operação do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, conhecida como "Velozes e Furiosos", que permitiu o livre trânsito de armas pela fronteira.
Os governadores presentes à reunião pediram às autoridades dos EUA que monitorem com mais cuidado as vendas de armas, e manifestaram apoio aos mais recentes esforços do presidente americano Barack Obama para controlar o comércio armamentista.