Alagoas vive momentos difíceis diante da falta de segurança, que pode ameaçar até mesmo o mandato do atual governador. As articulações dos movimentos sociais e entidades de classe já ensaiam ações no sentido de paralisar o governo cercando o Palácio Floriano Peixoto e a Assembléia, num movimento parecido com o que expulsou o ex-governador Divaldo Suruagy.
A população quer respostas imediatas e na verdade rígidas contra a bandidagem que se movimenta devido ao narcotráfico. 90% dos assaltos, homicídios e latrocínios estão ligados à pessoas envolvidas com drogas.
O código penal frouxo, polícia sem efetivo e desmotivada tem propiciado que o bandido seja preso pela manhã e solto a tarde. É preciso endurecer. Interessante é que neste momento vem a tona uma entrevista do lendário coronel Amaral, dono da frase: “bandido bom é bandido morto”.
O velho xerife realmente tinha sob controle a marginalidade. Quem errasse até duas vezes escapava da “reação”. Depois disso o “meliante” tornava-se “baixa”, no exercito dos bandidos. Tudo dentro da lei.
Alagoas sofre porque temcomo base econômica a agroindústria açucareira, que concentra riqueza e causa grandes prejuízos ambientais. Faltam postos de trabalho em Alagoas para juventude que se amontoa nas praças públicas e ruas em gangs, que comercializam e consomem drogas e se prostituem.
É preciso atrair empresas, realizar concurso público para policia e principalmente ter aliados fortes no governo federal, para formar uma grande frente de união em defesa da sobrevivência de Alagoas. Ações políticas simples e necessárias. Caso contrário o governo caminha para o seu fim.