Nosso comentário sobre a proposta de “importação” de médicos causou grande polêmica entre contra e favoráveis. Segundo um amigo da área, o corporativismo da turma de branco não permitiria a importação. Todos acreditam que seria realizado um grande looby para evitar que principalmente os médicos cubanos fossem trazidos para o Brasil.
Outro colega chegou a me ligar desesperado dizendo que R$ 10 mil não é um grande salário para um médico no interior, já nos municípios falta de tudo, além, segundo ainda ele, das prefeituras atrasarem o pagamento dos salários.
O problema estaria na precarização da situação trabalhista do profissional de saúde com o Programa de Saúde na Família (PSF). Para ele o médico não tem direito a décimo terceiro salário, FGTS, nem férias e o contrato tem a duração de no máximo um ano. Entretanto ele concorda que existe um certo “mercenarismo” com relação aos salários. A solução seria a realização de concurso público para efetivar o médico, dando a ele as garantias trabalhistas e assim compromisso para com o município.
Por outro lado a efetivação dos médicos pode causar uma doença que existe no serviço público, que o comodismo aliado a preguiça funcional, ocasionada pela “tranqüilidade” das garantias dos servidores do quadro efetivo.
Dentro desse contexto continuo defendendo que a concorrência seria o melhor caminho através da importação de médicos de outros países latinos, principalmente cubanos.