Após contagem dos peritos do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), subiu para 335,5 quilos o total de cocaína apreendida neste domingo (10), num barco ancorado no Recife, nesta que é a maior apreensão do entorpecente realizada em Pernambuco. Na ocasião, foram presos o argentino Carlos Nicolas Lombardo , 32 anos, e a pernambucana Iasmin Kercyla de França , 21 anos, namorada dele. A Polícia Civil chegou a eles depois de um mês de investigações.
A droga estava escondida num fundo falso da proa de um barco tipo veleiro, ancorado no Iate Clube do Recife desde 19 de janeiro deste ano. A embarcação foi trazida para a capital pernambucana por outro argentino, cujo nome não foi divulgado, que deixou a cidade alegando que precisava voltar a seu país porque um parente estaria doente. Dias depois, Lombardo chegou ao Recife, afirmando que era o novo dono do barco.
De acordo com a polícia, a embarcação não deixou a cidade em momento nenhum desde janeiro, mas foi utilizado por Lombardo para realização de festas. Ele tinha contratado três marinheiros portugueses, que partiriam do Recife nesta segunda (11) para a Europa. O delegado Ariosto Esteves, que comandou a operação, informou que os marinheiros não têm participação no crime, não sabiam do esquema de tráfico e auxiliaram a polícia na investigação, suspeitando inclusive do peso excessivo da parte frontal do barco.
A embarcação, um veleiro transoceânico de 44 pés de comprimento, estava ancorada perto do bar Casa de Banhos. A equipe da polícia fez campana no local desde as 6h para realizar as prisões.
A suspeita inicial dos policiais é de que a droga já estava no barco quando ele chegou ao Recife, e que a cocaína provavelmente seria proveniente de um país da América do Sul, talvez a Colômbia. Os agentes não acreditam que a cocaína tenha sido embalada na capital pernambucana.