As prisões ocorridas semana passada de pessoas que administraram a merenda escolar em vários municípios, foi uma triste cena de filme repetida. A administração pública é rodeada de legislação e normas que são fáceis de serem seguidas. Erros são comuns, mas o dolo no cometimento deles é crime. Não acredito que gestores experientes tenham se exposto ao cometimento de fraudes tão claras como comprar ração de animais, ou whisk na relação da merenda escolar.
O gestor público tem assessores a quem são delegadas atribuições inerentes ao cargo. O gestor tem milhares de compromissos a serem cumpridos todos os dias e sei que a atividade pública misturada com política sempre dá numa combinação perigosa, bem perto do delito.
O gestor público na verdade tem que policiar seus assessores o mais perto possível. Um exemplo eu assisti esta semana, quando um prefeito determinou que sua secretária de finanças fizesse um pagamento e ela simplesmente, por diferenças pessoais com o fornecedor, se omitiu de cumprir a ordem do gestor público, colocando-o em situação difícil.
Muitas vezes os gestores públicos são vítimas de maus assessores, que se aproveitam da confiança para tirar proveito próprio acreditando que nunca serão descobertos. Entretanto os mecanismos de fiscalização do dinheiro público estão cada vez mais aperfeiçoados e principalmente informatizados.
Para isso estão dispostos a Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público. Todos prontos para fiscalizar o dinheiro público. Os gestores por sua vez tem que possuir uma assessoria com pessoas capacitadas e honestas, caso contrário o erro pode custar muito caro para o resto da vida pública.