Quando se fala sobre a situação caótica da saúde pública em Alagoas, eu fico pensando na decisão do governo alagoano devolvendo ao governo federal o Hospital Geral construído na Serraria com o argumento de que o Estado não precisava de Hospital Geral.
O prédio, que hoje serve à Justiça Federal, foi construído para servir de modelo de hospital geral no País. Não sei o que motivou o governo alagoano a recusá-lo, mas sei que cometeu erro gravíssimo porque hospital nunca é demais. Quanto mais hospital público, melhor para a sociedade.
Menos em Alagoas.
Na década de 1990 foram acabando com tudo em Alagoas. Acabaram com as empresas que davam suporte à agricultura – Emater e Epeal; acabaram com a Central de Inseminação Artificial que contribuía para o melhoramento genético da Bacia Leiteira; acabaram com o Banco do Estado e com a Ceal; enfim, destruíram o Estado.
Alagoas definhou.
Para recuperar os estragos o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) estipula que serão necessários 16 anos ou mais dois governos. E isto, se esses governos seguirem pelo caminho do bem; qualquer desvio de conduta será fatal.
E como os números não mentem o internauta, só para se ter a idéia real do estrago que fizeram em Alagoas nos últimos 30 anos, é só comparar o Orçamento de Sergipe com o Orçamento alagoano para este ano.
Alagoas: 3 milhões e 100 mil habitantes e o Orçamento de R$5 bilhões e 480 milhões.
Sergipe: 1,7 milhão de habitantes e o Orçamento de R$ 6 bilhões e 500 milhões.
Sabem o motivo dessa discrepância: é que a arrecadação de IMCS em Sergipe cresceu nos últimos 30 anos em mais de 1.000%.
Mas, será que em 16 anos Alagoas volta a ser um Estado decente?