A justiça de Moscou negou-se a proibir a venda na Rússia do "Protocolo dos Sábios de Sião", um dos panfletos antissemitas fraudulentos mais célebres da história, denunciou nesta segunda-feira a ONG Pelos Direitos Humanos em um comunicado.
A ONG havia pedido à justiça que proibisse a venda do livro, ou pelo menos que obrigasse os editores a mencionar claramente que se trata de uma fraude, fabricada por um agente da polícia secreta russa em 1901 com o objetivo de disseminar a crença em um plano judeu para conquistar o mundo.
A procuradoria moscovita diz ter baseado sua decisão em uma perícia feita em 2009 pelo Instituto de Psicologia da Academia de Ciências, segundo a qual o "Protocolo dos Sábios de Sião" não contém elementos que incentivem ações contra o povo judeu.
Além disso, a justiça considerou que "a falta de uma menção explícita de que este livro é uma fraude não constitui infração da lei russa em relação à defesa dos consumidores".
A ONG Pelos Direitos Humanos anunciou ter apresentado um recurso perante a procuradoria geral da Rússia.