O defecit nos quadros da Polícia Militar cresce a cada mês com a inda de policiais para reserva e outros por força das condições de saúde dos homens. Há quem diga que esse número chegue a 7 mil homens e idade média da maioria dos policiais é 40 anos. Neste período carnavalesco pode se notar mais do que nunca a necessidade de concurso público para o preenchimento dos claros na PM.
Várias cidades do interior tinham apenas dois homens e uma viatura acompanhando os blocos de carnaval para dar segurança. Em algumas situações os policiais contaram com a colaboração dos cidadãos e da guarda municipal, na contenção de foliões mais exaltados. Pelo que podemos observar em algumas cidades do Sertão e do Litoral, cada vez mais as guardas municipais estão assumindo o papel da PM no policiamento ostensivo. Isto seria o começo da municipalização da segurança pública.
Esse processo de municipalização da segurança começa com a cobrança da população, aos prefeitos de providencias nesta área, já que eles são as autoridades mais próximas e de fácil acesso, na cobrança de ajuda. Dessa forma as guardas municipais assumem o papel da PM, na garantia da segurança pública.
Vale lembrar que já existe no Congresso Nacional proposta de se arma as guardas municipais e de dar a elas prerrogativas de agentes da lei, como porte de arma e poder de prisão. Em Alagoas essa situação já ocorre de fato, de forma velada e até mesmo com o consentimento das autoridades que necessitam da ajuda da guarda municipal, como força auxiliadora da segurança pública, até porque o que realmente estão faltando nos quadros da PM são soldados. Existe um grande número de oficiais e praças graduados. Uma situação anômala em uma instituição militar, onde se tem muito “cacique para pouco índio”.
Todos os anos acontece o concurso vestibular para o curso de formação de oficiais o que está provocando um número excessivo de comandantes para poucos comandados. Um outro a problema a ser discutido.