O secretário de ordem pública, Alex Costa, fez uma análise sobre as irregularidades cometidas pelos foliões no primeiro dia de desfile das escolas de samba na Sapucaí e criticou as pessoas que insistem em urinar nas ruas da cidade. Ele não descarta aumentar o número de banheiros químicos na cidade no próximo carnaval, mas argumenta que o problema continua sendo a falta de educação do folião, que insiste em sujar as ruas.


“Desde quarta-feira, a gente está atuando nos blocos. Aqui no Sambódromo não foi diferente. A gente destacou quase 900 agentes da Secretaria de Ordem Pública, guardas municipais e agentes do controle urbano, divididos em várias barreiras no entorno do Sambódromo a fim de minimizar as irregularidades", disse o secretário.


Em relação ao número insuficiente de banheiros públicos, o secretário acredita que isso não é desculpa para que as pessoas insistam em fazer xixi nas ruas.


“O número de banheiros, por mais que a gente tenha aumentado, as pessoas ainda assim insistem em urinar em via pública, coisa que é proibida, atentado ao pudor e depredação do patrimônio público. Acho que não é desculpa as pessoas dizerem que não tem banheiro e fazer xixi na rua", afirma Alex Costa.


A prefeitura acredita que, para o carnaval do ano que vem, há a necessidade de aumentar o número de banheiros de rua, além do número de barracas de ambulantes autorizados.
“Todo planejamento ele é suscetível a mudanças, a gente tem que estar atento ao carnaval de rua, ao carnaval dos blocos, ao carnaval da Marquês de Sapucaí. Se houver necessidade, ao longo do ano de reavaliar e aumentar esse número, vai ser aumentado sim. Mas por mais que a gente coloque banheiro nas ruas, infelizmente a falta de educação prevalece. A prefeitura tem que fazer seu papel mas mais ainda a população tem que fazer o papel dela”, disse o secretário.
De acordo com ele, a prefeitura autorizou 280 barracas para este carnaval, mas entende que o número foi insuficiente.


“Pro ano que vem a gente vai ter que aumentar o número de barracas autorizadas, desde os Correios até a Cinelândia. A gente autorizou 280 barracas, esse número foi insuficiente. A gente entende que esse número pode ser aumentado, de modo que a gente possa restringir os ambulantes irregulares, dando condições para a população encontrar em torno do Sambódromo locais para consumir bebida e comida com tranquilidade”, afirmou.