Estamos hoje em uma das mais importantes cidades do Sertão de Alagoas: Delmiro Gouveia. O município é um pólo de desenvolvimento industrial, educacional e turístico, além de ser um exemplo de administração municipal. Aqui no Sertão podemos constatar a importância das cisternas de armazenamento de água e a repercussão dos cortes no orçamento da União para obras simples mais tão importantes para a população do semi-árido, que não tem acesso a água com tanta facilidade como existe nas regiões da Zona da Mata e Litoral.
Hoje graças as cisternas escolas e povoados inteiros tem condições de oferecer uma melhor qualidade de vida as pessoas. As emendas dos parlamentares alagoanos, que foram cortadas pela presidente Dilma, prejudicará o esforço que está sendo feito em Alagoas para reduzir o número da mortalidade infantil. Os cortes atingem também entidades de atendimento a crianças, adolescentes e jovens em situação de risco, mas o que nos chama atenção foi que os cortes batem direto nas emendas destinadas a instituições religiosas católicas, em sua maioria e evangélicas. Desta forma fica a grande indagação se a atitude da presidente seria uma retaliação ao posicionamento dos religiosos na campanha eleitoral, que se dividiram entre as candidaturas de Marina Silva e José Serra. A bancada federal alagoana com certeza vai buscar respostas.
E as obras de instalação do Campus da Ufal em Delmiro Gouveia estão atrasadas e andando a passos muito lentos. O prazo para conclusão das obras já venceu e vai completar um ano que os cursos estão funcionando provisoriamente em uma escola do estado.
Está semana os alunos da Ufal aqui no Sertão tiveram a informação de que terão que ocupar as inacabadas salas de aulas no prédio do Campus, que ainda estão sem energia e acabamento, além do acesso não está terminado. Uma situação que eles não aceitam e pretende reagir. Seria interessante que a reitoria Ana Deise se pronunciasse sobre o assunto.
E por falar em estudantes ontem um dos ônibus que fazem o transporte de estudantes de Porto Calvo foi interditado pelo promotor de justiça Sérgio Eduardo Simões, devido ao excesso de pessoas. O coletivo que tem uma capacidade de 48 passageiros estava com 110 alunos que iam para Maceió. Um absurdo que coloca em risco a vida de todos, além de ser uma irresponsabilidade da prefeitura, que não providencia mais transporte para os alunos.
Segundo o promotor de justiça Sérgio Eduardo Simões relatou que havia estudantes sentados até nas escadas da entrada do coletivo e o motorista se encontrava exprimido e com dificuldade de dirigir o ônibus. Uma situação de total risco. O que nos chama a atenção neste caso é a omissão dos fiscais do DER e dos policiais do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) que deveria fiscalizar e coibir o excesso nos coletivos que transportam estudantes. Se não fosse o promotor de justiça o problema não teria vindo à tona.
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