Ao menos 19 pessoas morreram e 65 ficaram feridas nos incidentes ocorridos desde sábado em Abidjan e arredores, informou nesta terça-feira à Agência Efe um porta-voz dos seguidores de Alassane Outtara, considerado presidente eleito da Costa do Marfim pela comunidade internacional.
Pela fonte, quase todos os mortos e feridos foram alcançados por disparos das Forças de Defesa e Segurança (FDS), que apóiam Laurent Gbagbo, que se nega a abandonar a Chefia do Estado apesar de, segundo a Comissão Eleitoral Independente (CEI), perdeu o pleito presidenciais em 28 de novembro.
As FDS informaram da morte de três de seus componentes nos confrontos.
A Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci) não detalhou números de vítimas.
A Onuci assinalou em nota que "lamenta profundamente o nível de violência alcançado durante os últimos dias nos confrontos na cidade de Abidjan e seus arredores".
A missão da ONU mostrou sua rejeição ao "uso de armas pesadas, que causaram dezenas de mortos e feridos".
Costa do Marfim sofre grave crise e está à beira da guerra civil após o anúncio dos resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 28 de novembro, ao não admitir Gbagbo a vitória de Ouattara, reconhecida pela comunidade internacional.