Os cortes nos recursos federais para Alagoas no total de R$ 11 milhões passou despercebido pela mídia alagoana. O prejuízo atingiu obras de grande importância para a região do semi-árido alagoano como, por exemplo, as emendas do senador Fernando Collor e do deputado federal Joaquim Beltrão para construção de cisternas. As emendas de rede de serviço proteção social do senador Benedito de Lira também foram prejudicada e tinham o objetivo de atender a várias entidades sociais que atender pessoas e famílias em situação de carência. Entretanto a Igreja Católica foi a mais atingida pelos cortes da presidente Dilma Rousseff. Praticamente todas as instituições de atendimento a crianças e drogados foram cortados.
A área cultural e de inclusão social também sofreram mais ainda, significando que as instituições que trabalham com menores de ruas, drogados e órfãos vão passar por grandes dificuldades. Consequentemente aumentará o número de jovens e adolescentes nas ruas em situação de risco e aumentando os números da criminalidade em Alagoas.
A confirmação dos cortes foi revelada ontem durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao Nordeste, demonstrando que no seu governo que Alagoas será tratado como estado de oposição. O governador Teo Vilela buscou não demonstrar preocupação, mas integrantes da bancada federal nos disseram que os cortes nas emendas deve ser debatido com as lideranças políticas. Se esse tratamento perdurar pelos quatro anos do governo federal, Alagoas chegará em 2014, com várias obras inacabadas, a cultura abandonada, alem e um enorme número de miseráveis pelas ruas.
O corte das emendas destinadas a construção de cisternas é a total falta de sensibilidade para com a população do semi-árido alagoana, que depende hoje do fornecimento de água através de carros pipas e enxergam na construção das cisternas uma alivio no sofrimento de quem muitas vezes se serve de água de barreiros para matar a sede.
As cisternas são hoje um dos maiores equipamentos de combate a seca e principalmente de garantia de qualidade da água e de saúde. Graças as cisternas o número de mortalidade infantil foi reduzido em Alagoas, embora ainda esteja em patamares assustadores.
Hoje no semi-árido alagoano, o debate não é a falta da água, mas a qualidade dela. As cisternas são uma esperança de vida para população daquela região. A bancada deveria se pronunciar e acreditamos que o fará no tempo devido.