O Programa de Saúde da Família (PSF) é uma grande dor cabeça para os prefeitos e um benefício muito importante para a população. O PSF foi implantado no Brasil pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no inicio de 2000 e hoje é uma das principais ações do governo para melhoria da saúde.
A idéia do PSF na verdade foi copiada de Cuba, e um dos idealizadores foi Che Guevara, que também era médico. Lá os médicos trabalham por convocação e sua remuneração é estabelecida pelo governo revolucionário.
No Brasil o trabalho dos agentes de saúde e dos médicos da família tem servido bastante para reduzir os índices de mortalidade infantil e na prevenção de doenças da população. Por outro lado os profissionais da saúde, que atuam no PSF buscam, melhores condições salariais e isto tem gerado uma grande rotatividade de mão-de-obra e instabilidade no andamento do programa.
A disputa entre os municípios por médicos transformou-se em um verdadeiro leilão salarial de quem paga mais. Esse é um fato que prejudica o acompanhamento dos pacientes, que estão sob tratamento. Os prefeitos já tentaram estabelecer um acordo para evita o leilão de salários e a grande rotatividade e até um piso salarial regional foi estabelecido, entretanto na prática esse entendimento não vem sendo respeitado.
O salário de um médico do PSF em alguns municípios chega até R$ 8 mil e assim mesmo muitos profissionais da saúde não permanecem durante muito tempo nos municípios. Será preciso que os gestores municipais encontrem uma forma de fixar os médicos estabelecendo normas que evitem a rotatividade. Também já é hora do governo federal, cobrar compromissos tanto dos prefeitos como dos profissionais da saúde com relação ao PSF.