Depois de receber inúmeros e-mails falando sobre o belíssimo texto da jornalista Helciane Angélica do COJIRA-AL, publicado na Coluna Axé da Tribuna de Alagoas, comentando sobre o II Festival Alagoano das Palavras Pretas que tem como padrinho artístico o ator Milton Gonçalves resolvi me posicionar.
A jovem jornalista fez a seguinte observação: "Cerca de 20 pessoas foram agraciadas, dentre elas a jornalista Valdice Gomes, mas o curioso é que no evento afro, ela foi a única mulher negra homenageada e tinha poucos afro-descendentes."
Nota da blogueira: Minha querida Helciane creio que você não entendeu a proposta da outorga do Troféu de Honra ao Mérito Guerreiro Quilombola.
Explico: O Troféu de Honra ao Mérito Guerreiro Quilombola é uma criação da Comunidade de Remanescentes Quilombolas de Pau D’arco, Arapiraca, Alagoas e do Projeto Raízes de Áfricas e inaugura um referendo simbólico de agradecer a todos os (15) parceiros e parceiras que ao longo da caminhada internalizaram a concepção da partilha como fonte de poder coletivo e o mais importante produziram possibilidades para que o Projeto Raízes de Áfricas pudesse materializar ações e construir novos e diferentes processos, na busca da igualdade e oportunidades de direitos para a população negra.
Valdice Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do estado de Alagoas não recebeu o prêmio porque é negra e sim pela competência em ser parceira.
Querida não escolho meus parceiros e parceiras pela cor da pele e sim pela capacidade que eles e elas têm de ir além.
Entende?
Afroabraços, da Arísia Barros
Uma versão equivocada sobre Prêmio Guerreiro Quilombola
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