Atualmente a necessidade da existência do serviço de abastecimento de água com carros pipas na região do semi-árido, não se apega apenas a falta de água no período de estiagem, mas principalmente a qualidade da água para população rural. Os barreiros podem até mesmo estarem cheios, mas sua água oferece risco a saúde humana. A ingestão dessa água tem contribuído também para o aumento dos números da mortalidade infantil.
A desconfiança da opinião pública é quanto a chamada indústria da seca. Pratica nefasta que tem sido punida através da ação do Ministério Público. Os carros pipas, hoje servem para abastecer a grande rede de milhares de cisternas. Esse serviço garante uma água de qualidade para sofrida população da zona rural do Sertão, já os centros urbanos da região possuem sistema de tratamento.
Hoje praticamente todas as residências e prédios públicos da zona rural do sertão, no Nordeste possuem cisternas que armazenam água da chuva e também dos carros pipas. Essa água é limpa e está livre de bactérias.
Lembrando também que o lençol freático da região é salinizado e os equipamentos desalinizadores causam um grande problema ambiental, devido ao resíduo que deixam no solo, provocando a contaminação por cloreto de sódio e tornando essa terra imprestável para agricultura.
Portanto, só existem duas soluções para o problema da falta de água no Sertão: a instalação de enormes redes de abastecimento de água, o que é praticamente inviável já que seriam necessários milhões de metros de cano para abastecer pequenos vilarejos e propriedades rurais, ou continuar com o fornecimento através de carros pipas. Para discutir a manutenção do serviço de abastecimento com carros pipas a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) está realizando na próxima semana uma reunião com representantes da Defesa Civil e do Exercito para que o programa continue.