Nas vésperas de uma nova legislatura onde se define a formação de uma nova Mesa na Câmara e no Senado, todas as composições políticas passam diretamente pelo gabinete ocupado por um senador alagoano.
Quando Renan Calheiros foi eleito em segundo lugar para a vaga de senador, atrás de Benedito de Lira, houve quem dissesse que ele perderia poder e que seus dias, como interlocutor do governo Dilma no PMDB teriam acabado.
Mas para quem cobre a vida política de Brasília sabe que isto está longe de acontecer, nove entre dez acordos referentes a Mesa Diretora e a relação do Governo/Congresso/PMDB passam pelo gabinete do alagoano.
A recondução do ex-presidente José Sarney para um mandato de dois anos foi obra do senador alagoano que no meio da briga PMDB-PT se coloca como um intermediário entre o palácio e os partidos, a presidente Dilma até agora aceitou esta situação,mas sabe o preço que tem pagar, Renan que voltar a cadeira de onde foi tirado após denúncias de corrupção alguns anos atrás, a presidência do Senado.
Para isto o senador quer demonstrar força,a foto publicada na Agencia Senado que faz parte desta reportagem simboliza bem sua intenção, Renan quer esquecer o segundo lugar nas eleições alagoanas, fato este que realmente o irritou.
Como a “cereja do bolo” deste esforço Renan prepara um grande jantar após a sessão inicial do Congresso, com a presença de senadores, ministros e grandes personagens da política alagoana como João Lyra e Fernando Collor. O jantar é uma demonstração clara de que sua força em Brasília continua inabalada, mais uma vez.
