Alagoas é quarto produtor de gás do Brasil, entretanto tem o maior valor do gás veicular (GNV) do Nordeste. Até mesmo o vizinho estado de Pernambuco, que importa nosso gás vende o GNV por menos preço. Os taxistas são a principais vítimas desse descalabro fiscal imposto por um estado que não se importa em atrair empresas para geração de emprego e renda e resume sua economia na provincial e escrava agroindustrial açucareira que destruiu um dos maiores patrimônios do povo alagoano: as matas atlânticas.
A Petrobras tem sua parcela de culpa por não ceder comercialmente e oferecer um peço compatível ao mercado local. Prefere queimar 600 mil metros cúbicos de gás no queimador do campo de Furado e na Chã do Pilar do que vender a preço mais baixo. Uma estatal com ambição capitalista, mas mantida e criada com dinheiro do trabalhador brasileiro.
O alto valor do preço do GNV em Alagoas é culpa unicamente do governo de Alagoas, não desse governo, mas de todos que passaram pelo Palácio Floriano Peixoto. A alíquota do ICMS cobrado é de 17%, quando no outros estados é de 12%. Uma diferença que caiu no tanque do taxista.
Fica então a proposta para os novos deputados estaduais, claro aqueles que não tem rabo preso com o governo, para apresentem um projeto de diminuir o percentual de tributação do ICMS do GNV. Esse ato independente e corajoso de enfrentar o governo do estado vai beneficiar milhares de taxistas. Entretanto resta saber se teremos algum parlamentar capaz de contrariar o Palácio Floriano Peixoto, afinal de contas a Assembléia sempre foi catenga .