A posse da nova diretoria da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) acontece hoje às 16 horas no centro de convenções, e contará com a presença de várias lideranças políticas e do governador Teo Vilela, grande articulador da chapa que assume a entidade. A solenidade será marcada por um certo clima de tensão, por parte de funcionários, técnicos e consultores que trabalham na AMA, já que o novo presidente Abraão Moura anunciou que fará demissões e cortes.
Alguns prefeitos, entretanto, discordam das declarações do novo presidente já que financeiramente não existe motivação para demissões ou cortes. A entidade tem recursos em caixa e está com suas contas em dias. Estes mesmos prefeitos que discordam das medidas anunciadas disseram que vão aguardar para analisar as novas medidas que serão tomadas e prometem também se posicionar sobre o assunto.
Outras novidades anunciadas pelo novo presidente Abraão Moura, é o incentivo a criação de uma outra entidade que represente os prefeitos, talvez uma Associação dos Prefeitos, com o objetivo de defendê-los de ações na mídia e da justiça sobre que ele chama de execração pública. A AMA não pode defender os prefeitos nesse sentido, já que a entidade tem o objetivo de representar os municípios e não os gestores públicos investidos no cargo de prefeitos. Um tema polêmico que também deverá ser debatido, já que o presidente anuncia demissões e cortes mas propõe despesas com a criação de uma outra entidade.
Neste contexto de problemas internos da AMA, estão ficando de lado assuntos como, por exemplo, a luta pela manutenção do texto original do projeto de partilha dos recursos gerados pelos royaltes da camada pré-sal. O projeto se encontra na Câmara dos Deputados para apreciação, depois do veto do então presidente Lula e também da emenda 29 que destina para saúde nos municípios mais recursos. Assuntos importantes que deveriam estar mobilizando os prefeitos alagoanos. Estes temas deveriam estar na pauta das conversas com a bancada federal que toma posse no próximo dia primeiro de fevereiro que nós estaremos lá para ouvir os novos deputados federais, que lidam com assuntos que mais afetam aos municípios e ao contrário dos deputados estaduais que muito pouco podem fazer pelo municipalismo.