No interior de Alagoas existe uma grande carência no atendimento aos deficientes físicos e áudios-visuais. A falta de estrutura é grande e essa parte da população está prejudicada como, por exemplo, em Arapiraca onde a única escola que atende aos deficientes visuais não está funcionando normalmente.
A escola estadual Isaura possui apenas uma turma de cinco deficientes visuais e apenas uma professora de braile, que está para se aposentar este ano. A professora, segundo os alunos, não vem mais dando aulas diariamente e tem faltado constantemente.
Os alunos se sentem abandonados pelo governo do estado e muitos já desistiram das aulas e estão em casa. A maioria não conseguiu sequer passar do ensino fundamental e estão dependendo da ajuda de outras entidades para tentar trabalhar e se manter.
Os alunos disseram que necessitam de cursos de capacitação intelectual para inserção no mercado de emprego, como agente administrativo, contabilidade e controle de estoque. Os deficientes visuais disseram que os cursos ofertados pelas Associações são simplórios e geralmente envolvem trabalhos manuais como corte costura e artesanato.
A educação para deficientes visuais é um problema para a secretaria estadual de educação, que não possui professores especializados para ensinar, já que exige para isso capacitação. É preciso mais atenção para os alunos que necessitam de atenção especial.