A denúncia de superfaturamento do valor da compra da área, onde serão construídas as casas das famílias atingidas pelas enchentes no município de Jacuípe, vai gerar um polêmico processo judicial, que deverá ter a polícia federal a frente das investigações, além é claro do Ministério Público Federal, além da Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União. A área já está sedo batizada de "hectare de ouro".
Todos querem saber como um hectare de terra de topografia acidentada no pobre município de Jacuípe vale R$ 31 mil, quando o valor de mercado na região varia entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. A noticia já chegou aos grandes veículos de comunicação do Sul, fato que já pautou repórteres que estarão chegando a Alagoas na próxima semana para ver de perto esse “hectare de outro” em Jacuípe.
O alerta foi dado pelo promotor de justiça de Porto Calvo, Sérgio Eduardo Simões e pelo juiz Ney Alcantara que se assustaram com o valor do preço do hectare avaliado pela empresa autárquica Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal).
Ficamos sabendo também ontem a noite que tanto o promotor como o juiz receberam muitos telefonemas de pessoas influentes recomendando que eles deixem o assunto de lado. Até o prefeito do município, Amaro Jorge, que não teve nenhuma participação no processo de avaliação da já chamada terra de “ouro” de Jacuípe, está sendo pressionado.
O juiz manteve a sua determinação de bloquear o pagamento, e mandar investigar o que houve tudo para preservar o dinheiro público, enviado pelo governo federal, que também deverá se manifestar sobre o assunto. “As obras vão continuar afinal de contas a área escolhida será mesmo desapropriada, mas o valor pago será o justo”, finaliza o promotor Sérgio Eduardo Simões.
Policia Federal e MPF investigam valor do "hectare de ouro" em Jacuípe
19/11/2010, 05:15 - Mozart Luna
Por Redação
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