O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, buscará seduzir o eleitorado feminino ao viajar à Costa Oeste dos EUA para participar da campanha de duas candidatas democratas ao Senado nos próximos dois dias.
A reeleição de Patty Murray, no Estado de Washington, e de Barbara Boxer, na Califórnia, pode ser crucial para que o Partido Democrata mantenha sua maioria parlamentar na eleição de 2 de novembro. As pesquisas têm mostrado uma vantagem cada vez mais estreita de ambas sobre seus rivais.
As sondagens indicam que as mulheres têm maior tendência que os homens a votarem no Partido Democrata. Na quinta-feira, Obama conversará com eleitores de Seattle sobre a participação das mulheres na economia, coincidindo com a divulgação de um relatório da Casa Branca sobre os efeitos das políticas do governo federal para a população feminina.
"Nossa missão nas duas últimas semanas (da campanha eleitoral) é deixar as pessoas energizadas e fazê-las entender que há questões reais em jogo nesta eleição, e que é importante participar", disse David Axelrod, consultor da Casa Branca.
"Há um presidente democrata e há um Congresso democrata agora, e é fácil (...) ser complacente", afirmou ele, acrescentando que é difícil os seguidores do partido "imaginarem os cenários potenciais se os votos forem para o outro lado".
Os democratas têm cada vez menos esperança de manter a maioria na Câmara, e agora se concentram em preservar a do Senado. A fraca recuperação da economia, o desemprego próximo dos 10 por cento e o déficit público de 1,3 trilhão de dólares contribuem para o desgaste na popularidade de Obama e dos democratas
Mas o presidente tem tentado lembrar aos eleitores que a crise começou no governo do seu antecessor, o republicano George W. Bush. Num comício para 8 mil pessoas no Oregon, Obama alertou que os republicanos tentarão "revogar a reforma da saúde, para que as seguradoras possam lhes negar cobertura quando estiverem doentes".
"Não queremos que eles revoguem a reforma de Wall Street, para que as companhias de cartões de crédito possam voltar as lhes impor taxas ocultas", acrescentou.
Segundo as pesquisas, os republicanos têm chances reais de tirar democratas do Senado em Dakota do Norte, Arkansas e Indiana. Para fazerem a maioria, eles precisariam vencer sete de oito disputas empatadas - Califórnia, Washington, Nevada, Colorado, Wisconsin, Pensilvânia, Illinois e Virgínia Ocidental.
(Rportagem adicional de Patricia Zengerle e Jeff Mason em Washington)