Os entendimentos já começaram a ser realizados, reuniões e encontros estão agendados e alguns já ocorreram hoje. O governador Teo Vilela demonstrou preocupação em seu semblante durante a entrevista coletiva realizada ontem. Já Ronaldo Lessa cumpriu o que disse e foi descansar. Somente amanhã retorna as articulações e começa com uma entrevista coletiva pela manhã.
Os dois estão dispostos a conversar com o grupo do senador Fernando Collor, mas até agora, parece que Collor vai optar mesmo em ir para o palanque de Lessa, devido a intervenção do senador Renan Calheiros que lembra que o presidente Lula estará em Alagoas, junto com Dilma Roussef realizando campanha.
Fernando Collor pertence a base aliada de Lula e tudo leva a crer que também estará ao lado do presidente em Alagoas. Por lado Lessa terá que conciliar alguns problemas como a acomodação dos partidos de esquerda como o PCB de Tony Cloves e o Psol de Mário Agra e Heloisa Helena. Estes dois partidos tiveram cerca de 15 mil votos e a grande indagação é se realmente influenciariam na disputa, além disso ninguém sabe em quem Heloisa Helena vai apoiar, ou se vai pregar o voto nulo como orienta o candidato derrotado do Psol, Plinio Arruda.
Para os observadores políticos talvez estes partidos de esquerda não tragam densidade eleitoral, mas legitimam o discurso de Lessa, como um candidato de proposta avançada e mais próximas do projeto popular de Lula. Se estes partidos forem para o palanque tucano, darão a Teo Vilela um discurso ideológico e progressista, que pode conquistar o chamado voto consciente dos eleitores com formação intelectual. Este eleitor não tem custo financeiro porque é o voto consciente.
Acomodar Collor no grupo tucano é algo considerado muito difícil, devido a problemas políticos históricos entre o senador petebista e os tucanos. Para Teo Vilela seria mais viável ter a seu lado o PCB e o Psol. Já Ronaldo Lessa quer todo mundo ao seu lado porque fazer política e arte de somar.