A pressão de alguns segmentos da sociedade civil organizada para tentar emplacar a lei do ficha limpa este ano é grande, movidos pelo sentimento moralista e também de interesses políticos de tirar algumas lideranças do páreo tem levado inclusive entidades respeitadas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a se manifestas favorável a aplicação dessa lei, que é bastante louvável.
Entretanto se observada friamente a lei do ficha limpa não poderia jamais ser aplicada para as nestas eleições, já que ela foi sancionada este ano e como regra jurídica só pode valer para o próximo pleito, caso contrário torna-se uma lei casuística. Não se pode mudar as regras do jogo com ele em andamento e os advogados mais competentes sabem disso.
O julgamento do caso do ex-governador Joaquim Roriz pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para ocorrer hoje, é aguardado com grande expectativa por vários candidatos ao governo e Senado Federal no Brasil, a exemplo do ex-governador Ronaldo Lessa. Como informamos desde a última segunda-feira, quando estivemos em Brasília o placar estava empate de 4 X 4 com dois indecisos, mas já ontem a jornalista da CBN, Lúcia Hipólito, disse que o placar é de 7 X 2 para que a lei do ficha limpa seja aplicado a partir de 2011, seguindo o que diz a lei e nada mais.
Com isso o ex-governador Ronaldo Lessa pode ganhar mais força na disputa eleitoral em Alagoas e há quem arrisque que ele já estaria no segundo turno, esperando se o seu adversário seria Collor ou Teo.