Em época de eleição os candidatos prometem de tudo para tentar angariar a simpatia do eleitor. E quem está com a máquina administrativa nas mãos é ainda pior, porque usa esse poderoso instrumento para barganhar eleitoralmente com lideranças políticas. No interior os prefeitos e vereadores fazem parte dessa prática.
Atualmente assistimos a pavimentação asfáltica dos centros urbanos de várias cidades interioranas. Uma obra de alto custo que embeleza a cidade, mas que tem uma manutenção cara, além do asfalto ter uma durabilidade menor que a pavimentação em paralelo. Quem é construtor sabe que a pavimentação asfáltica é indicada para auto estradas, ou avenidas longas e largas, onde há um intenso fluxo de veículos.
O asfalto que está sendo usado pelo governo do estado, deveria estar recuperando as esburacadas rodovias estaduais como a de acesso a Maragogi, Jundiá, Jacuipe, São Miguel dos Milagres e Arapiraca. Uma obra eminentemente eleitoreira realizada no final do mando do atual governador, que está em último lugar nas pesquisas.
Em alguns casos a prática da propagando enganosa está sendo realizada, como em Arapiraca, onde o governo colocou placas enormes anunciando não só a recuperação daquela rodovia como a duplicação da mesma, mas que na verdade nada está sendo feito.
Em Porto Calvo a pavimentação asfáltica provocou até mesmo uma disputa política sobre quem seria o pai da criança – ou seja – qual liderança política teria solicitado ao governo do estado a obra. De um lado o prefeito Kaika e de outro a deputada Flávia Cavalcante, e o empresário Ormindo Uchoa, adversários do prefeito.
Enquanto os centros urbanos das cidades do Litoral Norte estão sendo pavimentados com asfalto, as rodovias daquela região estão esburacadas como a AL 101 Norte no trecho entre Barra do Camaragibe e Porto de Pedras. Um abandono toda da malha viária estadual, que foi esquecida pelo governo do estado.