No interior de Alagoas já se pode sentir a preferência do eleitorado pelos candidatos ao governo do estado. Mesmo para quem trabalha o dia a dia como nós todos os dias percorrendo os vários municípios de Alagoas, é uma surpresa com estamos atestando antes do inicio do programa eleitoral gratuito na TV. Em algumas cidades do Sertão um determinado candidato tem a preferência, já esse mesmo candidato na região do Litoral Norte possui uma grande rejeição. O que nos chama atenção é que o eleitor começa a fixa a sua intenção de votos, claro que pode ser modificada no decorrer do tempo, principalmente com o programa gratuito de TV.
Neste contexto vale também destacar o papel do cabo eleitoral, função geralmente desempenhada por lideranças comunitárias, campesinas e políticas que operacionalizam a cooptação dos eleitores mais fragilizados pela condição social e intelectual. Os cabos eleitorais agem geralmente nos locais de miséria, fome e abandono social.
Mesmo assim se observa um certo amadurecimento político dos marginalizados, principalmente daqueles que moram nos assentamentos rurais, onde os Movimentos Sociais que lutam pela terra agiram. Nestes locais se pode notar que o eleitor tem um certo censo crítico da realidade vivida. Nestes redutos candidatos de populistas de direita não conseguem penetrar e são mal recebidos, como representantes dos latifundiários e dos coronéis do açúcar.
Já nas áreas urbanas das cidades interioranas prevalece ao fisiologismo e venda do voto, sem nenhum pudor na escolha do caráter do candidato. Nos centros urbanos o que vale é sobreviver aqui e agora. A selva de pedra, não perdoa e expõe a degradação todo ser humano fragilizado pelo desemprego e a fome. Já no campo a situação é diferente, a presença do sentimento de solidariedade está presente e mesmo fragilizado pela situação social, os vizinhos e amigos encontram tempo e espaço em suas vidas para ajudar “o compadre”.
Quem acha que a atividade política não mexe com as vidas pessoas é um alienado e vítima passiva e irracional da sua ausência na atividade política. Sempre foi assim desde os primórdios da civilização a política é quem que decreta a morte ou vida de milhões de pessoas. E o eleitorado alagoano precisa discernir o que é melhor para Alagoas. É um apena que não podemos relatar como estão o desempenho dos candidatos ao governo no interior, mas são as regras da democracia que também tem limites.