Os prognósticos para eleição de deputado federal são os mais diversos possíveis e apontam para uma renovação de 30% da bancada. Segundo os observadores políticos, que sabem e conhecem o eleitorado alagoano, uma das candidaturas que mais gerou polêmica nos últimos dias, que é da vereadora Rosinha da Adefal, pode não ser tudo isso que dizem.
Tida como herdeira do eleitorado do saudoso deputado federal Jerônimo Cerqueira, o também Jerônimo da Adefal, pode na verdade não ser esse "furacão de votos", como se propaga pelos quatros cantos de Alagoas. A candidatura de Rosinha tem seus limites, começando pelo carisma, que não é bem aquele que o perfil de Jerônimo cativava.
Assim também é a candidatura do deputado Givaldo Carimbão que tem na irmã Ada Melo, uma adversária política dentro da Igreja Católica. A irmã Ada esta em silêncio e sem dinheiro angariando muitos apoios importantes, junto a várias lideranças católicas e conta para isso com o apoio de seu padrinho político, Fernando Collor, que lidera as pesquisas eleitorais para o governo. Carimbão, segundo apuramos, está muito nervoso e correndo atrás de suas bases.
Outra candidatura ainda não solidificada, por incrível que pareça é do empresário João Lyra, que está aguardando a vinda de recursos para cumprir seus compromissos com os seus caríssimos cabos eleitorais. JL foi também vítima das enchentes e teve um prejuízo milhonário. Se a candidatura de JL não vingar será um alivio para alguns concorrentes, que verão o custo da campanha baratear. Para o Senado Federal a grande surpresa pode ser o nome do deputado Benedito de Lira, que emplacou um jingle muito bom e digno de elogios para o marqueteiro que demonstrou muita criatividade, mas somente isso não vai eleger Bil, ele vai precisar correr muito.