Toda eleição para o governo do estado, surge o jargão “do bem”, ou "do mal”, criados pelos marqueteiros contratados, muitos vindos de fora de Alagoas e se arvorando acima dos alagoanos e seres muito especiais. Figuras rejeitadas em seus estados, fracassados como profissionais em suas cidades, chegam aqui falando com chiado para se diferenciar dos filhos da Terra dos Marechais.
Essas figuas enchem os bolsos de dinheiro dos candidatos bestas, que se deixam influenciar pelo bom papo do marqueteiro forasteiro e que se acha dono da verdade e conhecedor de todos os problemas de nosso estado. Ciganos é que são na verdade. Lembram daquela garota propaganda que apresentava o programa eleitoral de um candidato a prefeito de Maceió e logo depois, no segundo turno mudou de time. Foi um fiasco, mostrou que na verdade não passam de mercenários que se intitulam de gurus de lideranças políticas. Quem brilha tem brilho próprio e não precisa de marqueteiro forasteiro.
Lembro-me também de uma marqueteira vinda lá da Bahia, contratada a peso de ouro por empresário que queria ser governador. A senhora vez o rico homem gastar muito dinheiro, incentivado também por alguns “assessores”, que ganhavam uma certa comissão dos contratados. Até meninos para empinar de pipas com as cores do candidato. Bonecos gigantes com o rosto do candidato acompanhavam o pobre senhor, pelas ruas do Sertão de Alagoas e nada disso fez ele vencer as eleições para o governo do estado.
Hoje a história não é bem aquela de muita gastança. Hoje é a pregação do bem contra o mal. O mesmo jargão que Ronaldo Lessa usou contra Fernando Collor, nas eleições para o governo do estado em 2002 e que eu cansei de ouvir dos próprios funcionários do candidato em sua empresa. A turma havia assimilado a idéia que Collor era do mau e que Lessa era do bem. Nunca comunguei daquela massificação de pensamento, pois sabia que ninguém era do bem nem do mal. Uma mentira se torna verdade se dita sistematicamente. Ninguém era do mal ou do bem todos só queriam o poder.
Hoje se tenta a mesma estratégia contra Fernando Collor, que esta na frente nas pesquisas. Será preciso que se esclareça porque um é do bem e porque os outros são do mal. Acreditamos que todos tem pecados mortais em suas biografias, mas não é isso que o eleitor quer ouvir. O que se deseja é fazer um balanço do atual governo e as propostas dos candidatos para melhorar o estado, principalmente para tirá-lo dos péssimos índices sociais, que inclusive pioraram como, por exemplo, a miséria que só cresceu nos últimos anos, passando de 28% para 32%. Contra fatos não há argumentos, desejamos ouvir propostas de desenvolvimento e não troca de adjetivos.
Os marqueteiros fajutos e os jargões "do bem" e "do mal"
23/07/2010, 19:59 - Mozart Luna
Por Redação
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