Os industriais do açúcar estão sorrindo à toa com a noticia de que a estiagem no hemisfério Norte pode elevar a demanda do produto e os preços subirem no mercado internacional. O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de açúcar do mundo e no mercado global responde por 50% do fornecimento. Em 2000 esse percentual era de apenas 20%.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar a poderosa ÚNICA, o Brasil vai embarcar um volume recorde do produto em julho ou seja 2,6 milhões de toneladas.
Mas o que estaríamos debatendo aqui, neste espaço dos municípios esse assunto econômico? Bem é simples, enquanto o presidente da Cooperativa dos produtores de açúcar e álcool de Álcool, Pedro Robério, diz que o setor precisa de R$ 120 milhões para recuperar os danos causados pelas chuvas, o setor está faturando barbaridades no mercado internacional na venda do açúcar, portanto o dinheiro está sobrando.
Em Alagoas se alega que se perdeu 30% da safra com as enchentes e que duas grandes usinas foram danificadas. É a natureza dando e tirando de quem lhe agrediu por séculos. Os rios Mundaú e Manguaba, por onde correu o grande volume de águas são vítimas dos desmatamentos e do envenenamento que sofreram e sofrem a séculos pela agroindustrial açucareira, que hoje investe em propaganda na mídia tentando mascarar seu pecado.
A seca que atinge o hemisfério Norte e as enchentes no hemisfério Sul são cobranças da natureza da dívida da agro industrial açucareira com o meio ambiente. Divida que está sendo cobrada agora.

E o escândalo da prisão de militares no caso de desvio dos donativos para as vítimas das enchentes reforçam a teoria do exercito de Pacho Villas nas ações de atendimento das vítimas. As pessoas que estão trabalhando nestas operações não foram escolhidas seguindo critérios de seleção, mas recrutadas de forma aleatória. Este é apenas um fato entre muitos que com certeza vão surgir. A fiscalização na destinação dos milhões enviados pelo presidente Lula para Alagoas devem ser vigiados, afinal de contas estamos em ano eleitoral. E a grande pergunta já deve ser realizadas, quem são as empresas que vão abocanhar os milhões das obras. Vamos citar cada uma e saber a quem pertencem e ligações políticas, assim que sejam escolhidas.

É como me disse um prefeito de uma cidade atingida pelas enchentes, “Não teve jeito fui empurrado para o palanque do governador”.
E para finalizar uma pergunta. Por que o secretário de planejamento Sérgio Moreira não foi escolhido para comandas as ações de atendimento aos municípios atingidos pelas enchentes? Por que o secretário de desenvolvimento econômico é que está a frente das ações ?