A miséria em Alagoas continua crescendo, isto é um fato constato pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Aplicados (Ipea). Os números apurados pelo Instituto são assustadores para o nosso estado. É necessário que se abra um debate sobre esse problema, já que estados vizinhos como o nosso de Sergipe, apresenta números positivos de desenvolvimento e qualidade de vida.
Enquanto Santa Catarina tem 2,8% de miseráveis, esse mesmo índice em Alagoas atinge um terço da população: 32,2%. As diferenças regionais também são visíveis no caso da pobreza absoluta (renda per capita de meio salário mínimo), que é de 18% na região Sul contra 42,8% na região Norte. A média nacional é de 28,8%.
Temos ainda os piores índices de violência do país. Alagoas ostenta números de homicídios, proporcionalmente mais que Recife e São Paulo, metrópoles enormes. Essa violência é fruto da falta de postos de trabalho. Nossa economia é baseada na monocultura da cana-de –açúcar, que concentra riquezas e destrói o meio ambiente e gera trabalhadores zumbis que vagam pelo país em busca de trabalho no corte de cana, uma atividade semi-escrava e desumana.
Alagoas precisa repensar sua economia, diversificar as fontes produtivas de riqueza, trazer indústrias e solidificar atividades como o turismo, proporcionando toda infra-estrutura necessária, como boas estradas, telefonia e energia de qualidade, segurança e mão-de-obra treinada. Além é claro de um trabalho sistemático de divulgação.
Não podemos continuar reféns dos senhores de engenho do açúcar, que levam toda riqueza que arrecadam, para outros estados e fora do país. Alagoas precisa se libertar da escravidão da arcaica atividade açucareira, que ameaça agora a produção de alimentos, fato denunciado por organismo internacional. Assunto que vamos abordar com mais profundidade.
Quem são os culpados da miséria em Alagoas?
15/07/2010, 05:28 - Mozart Luna
Por Redação
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